Pedro Sampaio usou sua estreia no Palco Mundo do Rock in Rio, em 12 de setembro, para apresentar ABRAÇA!, a fase que sucede a Brazilian Chaos Tour. A mudança ganhou uma imagem fácil de reconhecer: sofás ocuparam a estrutura do DJ, aproximando a escala de um festival da ideia de receber amigos em casa.
O funk continuou no centro do repertório, atravessado por música eletrônica e referências do pop. “Sequência Feiticeira” abriu o caminho para faixas como “Poc Poc”, “No Chão Novinha” e “Galopa”. A cenografia trazia tanto uma referência ao sofá de Friends quanto uma lembrança da casa em que Pedro cresceu.
O abraço vira cenário e figurino
Antes da apresentação, o artista explicou que o nome nasceu de um pedido que já fazia à plateia: abraçar quem estivesse por perto e pular junto. A proposta transforma essa interação em tema do espetáculo, com cores e texturas inspiradas no Brasil e na América Latina.
O figurino também acompanhou a mudança. O stylist Marcell Maia descreveu uma imagem mais leve e confortável, alinhada à ideia de verão. Para a estreia carioca, a equipe anunciou uma criação do estilista Pedro Lourenço. Cenário, roupas e coreografias passaram, assim, a desenvolver a mesma proposta visual.

Foto: Multishow / Wikimedia Commons
Pedro Sampaio durante participação no TVZ em 2023
CC BY 3.0. Exibição com enquadramento e redimensionamento; imagem sob a mesma licença.
Arquivo original: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pedro_Sampaio_-_TVZ_Orgulho_2023.png
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0
Dos remixes aos leques
Na reta final, Clementaum, Tasha Kaiala, Vita Pereira e Isma participaram de “Sequência Cunt”. Os leques, já associados às performances do DJ, acompanharam a coreografia na plateia. O encontro ampliou a presença do balé e dos convidados em um show que alternou a mesa de som com dança e performance.
“Cavalinho” foi outro momento de participação coletiva. Já o encerramento trouxe “Céu Azul”, do Charlie Brown Jr. Ao se despedir, Pedro relembrou que começou a fazer música na janela do quarto e comparou aquela origem ao tamanho do palco que agora ocupava.
A seleção também passou por “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil, e “Se Ela Dança, Eu Danço”, de MC Leozinho. Essas entradas ajudam a entender a escolha do DJ: o repertório abriu espaço para canções de diferentes gerações, além dos próprios sucessos e das sequências de funk.
O que mudou desde a turnê internacional
A troca de conceito já estava nos planos em junho. Em entrevista à CNN Brasil, durante a preparação para o Rock in Rio Lisboa, Pedro adiantou que a apresentação no Rio teria uma identidade diferente da Brazilian Chaos Tour. Para Portugal, ele preparava uma versão especial da turnê, com cenografia e figurinos próprios.
Na mesma conversa, o produtor contou que adapta o equilíbrio entre cantar, dançar e tocar como DJ conforme o festival. Também explicou a diferença entre se apresentar para fãs em teatros e arenas e encontrar plateias que ainda não conhecem seu trabalho.
Esse desafio acompanhou a agenda internacional: ao falar dos shows fora do país, Pedro destacou a mistura do funk com referências locais e o desejo de alcançar brasileiros e novos ouvintes. ABRAÇA! chegou ao Rio depois desse período de experimentação, colocando a conexão com o público no nome e na organização do espetáculo.




