Nem toda música que Gaby Amarantos escreve nasce para ser lançada. Em conversa com Sandy no “Nesse Canto Eu Conto”, exibido em 29 de setembro, a cantora explicou que também compõe para organizar sentimentos que prefere manter na esfera pessoal.

Sandy perguntou se havia alguma história vivida por Gaby que ainda não tivesse encontrado lugar em uma canção. A resposta abriu uma conversa sobre experiências que já viraram música, mas que a artista não pretende necessariamente dividir com o público.

Compor para elaborar uma perda

No trecho publicado pelo Multishow, Gaby conta que costuma escrever quando perde alguém querido. A canção funciona como uma maneira de atravessar a ausência, independentemente de a pessoa ser conhecida do público ou fazer parte de sua vida fora dos holofotes.

Ela também diz que outras experiências podem seguir o mesmo caminho: escrever é importante, mesmo quando a música fica guardada. Sandy reconhece esse processo e acompanha a explicação sobre o papel da composição para além de um lançamento.

O recorte fala de uma prática pessoal da cantora. Não há anúncio de um álbum de homenagens nem de músicas inéditas com data de estreia.

Da igreja aos palcos

Em outro momento do episódio, Gaby voltou ao começo de sua relação com a música. Ela contou que cantava na igreja católica e chegou a fazer um curso vocacional para ser freira, depois de assistir a “Mudança de Hábito”, com Whoopi Goldberg.

Segundo seu relato bem-humorado, a possibilidade de não poder usar maquiagem pesou na desistência. Mais tarde, aos 18 anos, passou a cantar MPB em bares. “Ex Mai Love”, que entrou na abertura de “Cheias de Charme”, seria um marco de sua projeção nacional.

Entre lembranças do início e reflexões sobre o presente, a conversa mostra como a música ocupa espaços diferentes na vida de Gaby: o palco, o repertório conhecido pelo público e as canções que ela escolhe preservar para si.

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