O álbum “Alucinação”, lançado por Belchior em 1976, chega à tela da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O documentário de mesmo nome integra a Mostra Brasil e tem duas sessões na programação: 26 de outubro, às 18h, no CineSesc, e 28 de outubro, às 13h, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 1.
A direção reúne Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano. O filme tem 74 minutos e parte das canções do disco para revisitar imagens e conflitos do Brasil dos anos 1970. A proposta mantém o álbum como eixo da narrativa, com as músicas ouvidas na íntegra.

Um disco como ponto de partida
“Como Nossos Pais”, “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Sujeito de Sorte” e “Velha Roupa Colorida” estão entre as composições que ajudam a conduzir esse percurso. O material musical se encontra com registros de época para aproximar as perguntas daquele período das questões do presente.
A passagem por São Paulo acontece no ano em que o álbum completa cinco décadas. A sessão de 26 de outubro também coincide com a data em que Belchior, morto em 2017, completaria 80 anos.
Antes da Mostra, o longa passou pelo Festival do Rio. Em 5 de outubro, teve uma sessão no Cine Odeon dentro da Première Brasil Debates, seguida de uma conversa com Renato Terra e Leo Caetano. Essa circulação ajuda a situar a exibição paulista dentro do percurso do documentário pelos festivais.
Equipe e serviço
O roteiro é de Renato Terra, e a montagem, de Jordana Berg. Carolina Benevides e Marianna Brennand assinam a produção pela Inquietude, com coprodução de Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil. A distribuição é da Bretz Filmes.
No catálogo da Mostra, “Alucinação” aparece como documentário brasileiro de 2026, com classificação indicativa de 14 anos e recursos de acessibilidade. As duas sessões têm salas e horários diferentes; a de segunda-feira acontece no CineSesc, enquanto a de quarta-feira ocupa o Frei Caneca 1.




