Você reconhece um refrão, encontra uma apresentação no celular e, quando vai procurar o aespa, se depara com singles, miniálbuns, discos completos e músicas solo dentro do catálogo do grupo. Há bastante coisa para explorar. Karina, Winter, Giselle e Ningning construíram um repertório que pode ser descoberto por diferentes caminhos, dependendo da faixa que chamou sua atenção primeiro.

Esta seleção organiza algumas dessas entradas. O percurso começa nos primeiros lançamentos, passa pelos projetos de 2023 e 2024 e chega a trabalhos de 2025 e 2026. Também reserva uma parada para as canções individuais e para os registros de shows, dois formatos que ajudam a perceber como as integrantes dividem e ocupam o palco.

É um roteiro de escuta da Melodeira, com escolhas editoriais, e não uma classificação das melhores músicas ou um ranking de popularidade. A ideia é facilitar o primeiro contato e deixar caminhos para quem quiser continuar depois. Você pode seguir a ordem ou começar pelo capítulo mais próximo do que já gosta de ouvir.

1. “Black Mamba” e “Next Level”: comece pelos singles

“Black Mamba” foi lançada em 17 de novembro de 2020. “Next Level” chegou em 17 de maio de 2021. As duas aparecem como singles digitais na discografia oficial e oferecem uma entrada curta para quem quer conhecer o grupo antes de escolher um álbum inteiro.

A sugestão aqui é ouvir cada faixa completa e depois procurar sua apresentação oficial. Em um grupo em que coreografia, figurino e enquadramento fazem parte da experiência, alternar áudio e vídeo pode mudar o detalhe que chama atenção: uma passagem vocal, uma troca de posição ou o modo como o refrão é apresentado.

Também vale guardar a ordem dos lançamentos. Ela permite retornar às duas canções depois de conhecer os discos mais recentes e comparar momentos diferentes da trajetória. Os singles funcionam como pontos de referência, sem exigir que o ouvinte conheça previamente toda a linguagem visual ou as histórias associadas ao grupo.

2. “Savage”: a primeira parada em um miniálbum

O miniálbum “Savage”, de 5 de outubro de 2021, reúne seis faixas. A música que dá nome ao projeto divide espaço com “ænergy”, “I’ll Make You Cry”, “YEPPI YEPPI”, “ICONIC” e “Lucid Dream”. Para quem chegou por um single, esse formato permite experimentar um conjunto maior sem começar por um disco longo.

Um exercício simples é ouvir primeiro na ordem publicada. Depois, escolha duas músicas além da faixa principal e compare o espaço que cada uma ocupa na experiência. O resultado pode ser uma preferência por uma canção que não aparecia no vídeo que levou você ao grupo.

No K-pop, é comum encontrar o termo “b-side” para falar dessas músicas que ficam fora do foco principal de divulgação. Elas não são sobras: fazem parte do projeto e podem se tornar favoritas do público. “Savage” oferece um primeiro mapa para descobrir esse lado do catálogo do aespa.

3. “Girls”: observe também as versões

Lançado em 8 de julho de 2022, “Girls” traz a faixa-título, “Illusion”, “Lingo”, “Life’s Too Short” e “ICU” na relação apresentada pelo site japonês oficial. A mesma página identifica “Life’s Too Short (English Ver.)” como faixa bônus.

Essa informação é útil para quem encontra títulos repetidos nas plataformas. Uma versão em outro idioma ou uma edição com bônus pode aparecer ao lado do lançamento principal. Conferir o nome completo ajuda a organizar a escuta e a entender por que duas músicas semelhantes aparecem em lugares diferentes.

Aqui, a proposta é escolher uma faixa e acompanhar como ela é identificada no álbum, no single e no vídeo, quando esses formatos estiverem disponíveis. É uma maneira prática de se familiarizar com o catálogo sem precisar decorar cada edição. Depois, você pode voltar às demais músicas de “Girls” com esse mapa mais claro.

Integrantes do aespa na SBS Radio, em 2021; foto de arquivo.
Integrantes do aespa na SBS Radio, em 2021; foto de arquivo.
Foto: SBS Radio 에라오

Integrantes do aespa na SBS Radio, em 2021; foto de arquivo.

CC BY 3.0. Exibição com enquadramento e redimensionamento; imagem sob a mesma licença.

Arquivo original: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Aespa_in_SBS_Radio_on_061021_(4).jpg

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0

4. “MY WORLD”: vá além de “Spicy”

“MY WORLD”, lançado em 8 de maio de 2023, começa com “Welcome To MY World”, com participação de nævis, e segue com “Spicy”. Completam as seis faixas “Salty & Sweet”, “Thirsty”, “I’m Unhappy” e “‘Til We Meet Again”.

Para explorar esse miniálbum, a sugestão é preservar o começo e o encerramento na primeira audição. Escutar a abertura e a última música dentro da sequência pode produzir uma impressão diferente de encontrá-las isoladamente em uma lista automática. Depois dessa passagem, vale reorganizar as favoritas e perceber quais continuam despertando curiosidade.

O repertório também aparece em registros de apresentações do grupo. Isso abre outra possibilidade: conhecer uma canção no disco e, em seguida, observar como ela se encaixa em um show. A mudança de contexto ajuda a distinguir o lugar que uma música ocupa no álbum e o momento que ela cria em uma apresentação mais longa.

5. “Drama”: outro retrato de 2023

O aespa lançou “Drama” em 10 de novembro de 2023, meses depois de “MY WORLD”. O projeto reúne seis músicas, incluindo “Trick or Trick”, “Don’t Blink”, “Hot Air Balloon”, “YOLO” e “You”, além da faixa principal.

O comunicado oficial de lançamento destacou que parte desse repertório já havia aparecido na primeira turnê do grupo. “Don’t Blink”, “Hot Air Balloon” e “YOLO” estavam entre as músicas apresentadas nos shows antes de integrar esse miniálbum. O detalhe mostra como o palco e o lançamento em estúdio podem se encontrar em momentos diferentes.

Para quem está começando, ouvir “MY WORLD” e “Drama” em dias separados é uma forma de dar espaço a cada conjunto. Depois, misture suas favoritas dos dois projetos. Essa pequena seleção pessoal costuma ser mais útil para descobrir afinidades do que tentar memorizar toda a discografia de uma vez.

aespa no K-Link Festival de 2024; foto de arquivo.
aespa no K-Link Festival de 2024; foto de arquivo.
Foto: plumflower snow

aespa no K-Link Festival de 2024; foto de arquivo.

CC BY-SA 2.0. Exibição com enquadramento e redimensionamento; imagem sob a mesma licença.

Arquivo original: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:241005_aespa_K-Link_Festival.jpg

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0

6. “Armageddon”: o primeiro álbum completo

“Armageddon” chegou em 27 de maio de 2024 como o primeiro álbum completo do aespa. A lista oficial tem dez faixas e começa com “Supernova” e “Armageddon”. Na sequência aparecem músicas como “Set The Tone”, “Mine”, “Licorice”, “BAHAMA”, “Prologue” e “Live My Life”.

O formato oferece mais espaço para uma escuta em sequência. Você pode dividir o disco em duas partes ou ouvi-lo inteiro, marcando as faixas às quais gostaria de voltar. O importante, para este roteiro, é permitir que músicas menos familiares também tenham uma primeira chance.

Depois da audição, retorne às duas faixas de abertura. Elas podem ganhar outro sentido quando o restante do álbum já está na memória. Essa comparação não precisa virar uma disputa entre músicas: é apenas uma maneira de perceber como os singles representam, ou deixam de representar, a experiência completa de um trabalho.

7. “Whiplash” e “Rich Man”: acompanhe a sequência

“Whiplash” foi lançado em 21 de outubro de 2024 como o quinto miniálbum. A relação divulgada pela SM reúne seis faixas, entre elas “Kill It”, “Flights, Not Feelings”, “Pink Hoodie”, “Flowers” e “Just Another Girl”, além da música que dá nome ao projeto.

Em 5 de setembro de 2025 veio “Rich Man”, também com seis faixas. “Drift”, “Bubble”, “Count On Me”, “Angel #48” e “To The Girls” completam o repertório ao lado da faixa-título.

Uma maneira de explorar os dois é escolher a música principal de cada trabalho e acrescentar duas faixas que você ainda não conheça. A seleção fica pequena o suficiente para repetir, mas já evita reduzir cada fase a um único refrão. Depois, os miniálbuns completos continuam ali para aprofundar as preferências que aparecerem nesse primeiro contato.

aespa em registro de 2021; foto de arquivo.
aespa em registro de 2021; foto de arquivo.
Foto: Eternal Return

aespa em registro de 2021; foto de arquivo.

CC BY 3.0. Exibição com enquadramento e redimensionamento; imagem sob a mesma licença.

Arquivo original: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Aespa_eternal_return.jpg

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0

8. Os solos de “SYNK: PARALLEL LINE”

O single especial de “SYNK: PARALLEL LINE”, publicado em 9 de outubro de 2024, reúne quatro músicas individuais: “UP”, de Karina; “Dopamine”, de Giselle; “Bored!”, de Ningning; e “Spark”, de Winter. Elas aparecem reunidas no catálogo do aespa.

Para quem ainda está associando os nomes às vozes, essa é uma parada especialmente útil. Cada faixa dá uma referência individual, que pode ser levada de volta à escuta das músicas em grupo. O exercício fica mais interessante quando você alterna um solo com uma apresentação coletiva, observando diferentes formas de ocupar a cena.

As quatro músicas também integram o registro oficial da passagem da turnê pelo Tokyo Dome. Assim, há um caminho entre a gravação em áudio e a apresentação. As faixas individuais fazem parte desse projeto do grupo; sua existência, isoladamente, não informa mudanças na formação ou encerramento de atividades coletivas.

9. “LEMONADE” e o caminho para o palco

O álbum “LEMONADE”, de 29 de maio de 2026, leva este roteiro a um capítulo mais recente. São dez faixas, com participações de G-DRAGON em “WDA (Whole Different Animal)” e de Ty Dolla $ign em “Switchblade”. “LEMONADE”, “SHAKIN’”, “Camouflage” e “My Plan” também estão na seleção oficial.

Depois dos primeiros singles, miniálbuns e solos, chegar a esse disco permite comparar etapas com mais referências na memória. Você pode começar pelas colaborações ou seguir a ordem do álbum. As duas opções ajudam a construir uma entrada pessoal, sem transformar o catálogo em uma obrigação de acompanhar tudo imediatamente.

Para encerrar, procure os registros oficiais de shows “SYNK: HYPER LINE” e “SYNK: PARALLEL LINE”. Eles reúnem músicas de diferentes projetos em uma apresentação contínua. É nesse encontro entre discos, vozes individuais e repertório coletivo que o percurso ganha outra dimensão — e de onde pode sair a sua próxima música favorita do aespa.

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